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Totalmente reformado e com uma infra-estrutura nunca reunida para um evento de grande porte em seus quase 40 anos de existência, o autódromo de Cascavel foi mais uma vez - a décima em sua história - o palco da Fórmula Truck. E como se a tradição também contasse em um circuito onde qualquer descuido pode determinar o fi nal de corrida, Renato Martins aproveitou todo seu conhecimento da pista e a boa fase que convive com seu novo equipamento para vencer de ponta-a-ponta e assumir a liderança do campeonato. Além de também colocar a Volkswagen em primeiro lugar entre as marcas que participam da disputa, o piloto aumentou seu ranking para 27 vitórias na categoria.

Martins começou a desenhar o resultado no treino de classifi cação ao conquistar a pole position, em uma pista de alta velocidade, na frente de Vinicius Ramires e Roberval Andrade que correm com caminhões equipados como motores de 12 litros, mais potentes do que o seu. Na corrida, o piloto de São Paulo, que correu em Cascavel pela primeira vez em 1995, usou de toda sua experiência para se manter na frente durante as 36 voltas da prova.
Vinicius Ramires, que na etapa anterior, em Campo Grande/MS, se manteve à frente de Renato até a última volta para vencer a corrida, desta vez estava na segunda posição, mas nem chegou a exercer pressão porque perdeu a posição na primeira volta para Beto Monteiro que, por sua vez, não conseguiu ultrapassar o líder apesar das várias tentativas durante a prova.

Entre os cinco primeiros a receber a bandeirada fi nal, Pedro Muffato foi o piloto que ganhou maior número de posições durante a corrida. Ele largou em quinto lugar e fi cou com o terceiro no pódio e considerou bom o resultado apesar de ter perdido a liderança do campeonato. Para o piloto, que nasceu e vive na cidade, qualquer um poderia ter vencido a corrida, porém, na sua opinião, o fato de maior importância foi ter levado a Fórmula Truck de volta para Cascavel, após a etapa ter sido riscada do circuito pelo promotor da categoria.
Roberval Andrade, que tinha seu nome na lista de pilotos cotados para vencer a etapa, foi desclassifi cado antes da corrida e perdeu o segundo lugar no grid. Após a vistoria de praxe realizada nos primeiros cinco caminhões classifi cados, os comissários técnicos detectaram que a cambagem do eixo dianteiro estava acima do permitido pelo regulamento técnico que é de 3,5 graus negativos com tolerância de 5%. O anúncio foi feito na manhã de domingo e, com o resultado, perdeu o segundo lugar no grid e teve de largar na 19ª posição e abandonou a corrida na sexta volta com problemas no sistema de arrefecimento do seu caminhão.
Outros pilotos também considerados favoritos para vencer a etapa eram os paranaenses Wellington Cirino e Leandro Totti. Cirino, que nasceu próximo à Cascavel e reúne uma grande torcida na região, largou na sexta posição mas pareceu não estar em bom dia e para completar, na bandeira amarela programada (12ª volta), tentou aproveitar a interrupção da corrida para um pequeno acerto na carenagem, na parte frontal do seu caminhão, e retornou à pista na última posição. Fez várias ultrapassagens e terminou a prova em nono lugar, o sufi ciente apenas para se manter na quarta posição na tabela do campeonato.

Dois pilotos que voltaram andar entre os primeiros e terminaram bem a corrida foram Beto Monteiro e Djalma Fogaça. A dupla cravou um segundo e quarto lugar no pódio, respectivamente, o que pode ser considerado uma vitória, pois é a única entre as grandes equipes que ainda compete com caminhões alimentados por injeção mecânica de diesel, enquanto os demais já utilizam o sistema eletrônico e com excelentes resultados. Um dos fatores que contribuiu para o resultado satisfatório foi o trabalho nos motores que proporcionou um ganho de cerca de 100cv de potência.
Ainda em relação ao autódromo de Cascavel, tido como dono de um traçado onde qualquer descuido pode se transformar em acidente, foram registradas duas pancadas fortes que tiraram os pilotos da corrida, ambas em treinos e no mesmo ponto: a Curva do Bacião. A primeira delas aconteceu na sexta-feira e o caminhão do gaúcho Regis Boessio fi cou parcialmente destruído, sem condições de ser arrumado para a corrida no domingo. A outra foi com o também gaúcho Herberto Heinen, que viu a cabine do seu truck transformada em um monte de ferro retorcido. Nos dois acidentes os pilotos nada sofreram.
Resultado da corrida: 1º Renato Martins; 2º Beto Monteiro; 3ºPedro Muffato; 4ºDjalma Fogaça; Vinicius Ramires; 6º Beto Napolitano; 7º Geraldo Piquet; 8º Débora Rodrigues; 9º Wellington Cirino; 10º Diumar Bueno; 11º Zé Maria Reis; 12º Vignaldo Fizio; 13º José Cangueiro; 14º Mad Macarrão; 15º Adalberto Jardim; 16º João Maistro; 17º Luiz Carlos Zappelini.
| Pontos do Campeonato |
| 1º |
Renato Martins |
88 |
| 2º |
Pedro Muffato |
82 |
| 3º |
Vinicius Ramires |
63 |
| 4º |
Wellington Cirino |
59 |
| 5º |
Roberval Andrade |
58 |
| 6º |
Leandro Totti |
41 |
| 7º |
Débora Rodrigues |
35 |
| 8º |
Beto Monteiro |
33 |
| 9º |
Beto Napolitano |
27 |
| 10º |
Djalma Fogaça |
25 |
| 11º |
Luiz C. Zappelini |
18 |
| 12º |
Herberto Heinen |
15 |
| |
Geraldo Piquet |
15 |
| 14º |
Adalberto Jardim |
13 |
| 15º |
Vignaldo Fizio |
12 |
| 16º |
Fabiano Brito |
09 |
| 17º |
José Cangueiro |
08 |
| 18º |
José Maria Reis |
07 |
| 19º |
João Maistro |
06 |
| 20º |
Regis Boessio |
04 |
| |
Diumar Bueno |
04 |
| 22º |
Mad Macarrão |
02 |
| |
Urubatan Helou Jr. |
0 |
| |
Fred Marinelli |
0 |
| |
Clodoaldo Monteiro |
0 |
| Campeonato de Marcas |
| 1º |
Volkswagen |
165 |
| 2º |
Scania |
153 |
| 3º |
Mercedes-Benz |
149 |
| 4º |
Ford |
117 |
| 5º |
Volvo |
13 |
| 6º |
Iveco |
04 | |